segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

SURPRESA!


‘Hoje, eu tô buscando forças pra conseguir acordar amanha.

È tudo tão recente, tão sensível.

A pele rasgando como tecido velho, o coração parece uma laranja murchando, cada bater é mais lento. E não sinto dor, o que não é bom!

Não sinto nada.

Não vejo, não ouço, não sinto nada.

É como se eu acabasse de ganhar um presente, e abrisse com voracidade, e lá dentro do pacote tivesse a surpresa mais marcante da minha vida, aquela que jamais esperei. Mas não era um presente, e a surpresa foi a pior possível.

Estou fraca, estou sem rumo, sem chão.

Não sei que dia é hoje, nem amanha..e nem quero saber.

Não sei o que fiz, o que vou fazer.

Acabou as forças, as palavras.

Então paro por aqui.’

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Ama-rou-Me amarou!


'Não chore menino
Não chore!
Tô indo te socorrer!

Não corra menino
Não Corra!
Sou fraca, posso até morrer!

Não morra menino
Não morra!
Assim eu não posso viver!

Mas viva menino
Mas viva!
E eu vivo contigo de vez!

Mas veja menino
Mas veja!
Não é facil ser tão feliz!

Mas tente menino
Mas tente!
Que parado nada se faz!

Não fuja menino
Não fuja!
Se te perco, me perco também!

Mas ame menino
Mas ame!
O amor é o que te convém!

Mas reze menino
Mas reze!
Pra que Deus só nos diga amém!

Te amo menino
Te amo!
E isso é o que me faz bem!'


Juliana Galante








Você, eu..Breu


'Um dia caí.
Caiu.
Caimos nós dois!

Na rua
Na grama
Na lama
Na cama
Do prédio
No tédio
Melhor levantar!

Um dia cai,
N'outro levanta
N'outro dia,
Quem em pé está
Cairá na dança!

Te escondi,
E ninguém vai te ouvir
Mas não chore
Que eu vou correndo p'raí!

Te dou um abraço
E ficamos bem!
Vem cá
Pro's meus braços
Aperte
Esse passo
Meu corpo é moldura pro teu!

Foi Deus quem me prometeu
Que o vento que ca trouxe o teu
Me trouxe com ele e te deu

Te digo:
És meu, sou tua!
Na rua
Na grama
Na lama
Na cama
No predio
No tédio
No breu!'


Juliana Galante

Dança Nossa, dança!


"Ele:
Te prendo e te levo comigo
Te guardo
Te amarro
Te amasso
Entre um beijo
Desejo
De meio
Começo sem fim!

Ela:
Me solta e voa também
Me ajuda
Me escuta
Me acuda
Colinho
Quentinho
Carinho pra mim!
Eles:
Nós dois ou um só?
Dançamos
Cantamos
brincamos
Amor
Amorzinho
Vem sorrir pra mim!'


Juliana Galante





sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Parasitismo



O parasitismo é um fenomeno pelo qual um ser sobrevive retirando nutrientes de outro ser. Estabelece-se nesta relação uma forte dependencia, onde um lado é beneficiado (parasita) e o outro prejudicado (hospedeiro). Muitas vezes, o ser que sofre a ação do parasita, pode chegar a morte.

O parasita promove a ação espoliativa, que ocorre quando o parasita absorve nutrientes ou mesmo sangue do hospedeiro, podem deixar pontos hemorrágicos na mucosa quando abandonam o local de sucção.

Os parasitas podem ser classificados da seguinte forma:

*Parasitas Completos: vivem no hospedeiro durante a vida toda.

*Parasitas Incompletos: vivem no hospedeiro durante um certo período da vida.

*Endoparasitas: vivem na parte interna do hospedeiro.

*Ectoparasitas: vivem na parte externa do hospedeiro.

Os hospedeiros podem ser classificados da seguinte forma:

*Hospedeiro definitivo: é o ser que aloja o parasito por um periodo maior de tempo, é também, onde observamos o desenvolvimento e a reprodução do parasita.

*Hospedeiro intermediário: é o ser onde o parasita se desenvolve parcialmente, passando para o estágio adulto só no hospedeiro definitivo.

*Vetor: também conhecido como hospedeiro de transporte, onde não ocorre crescimento da larva, permanecendo no seu estado infestante.

Exemplo de parasita: Homo Sapiens

Exemplo de hospedeiro: Ser Humano (ESPÉCIE EM EXTINÇÃO)

Prevenção: Desconhecida.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

...

' A questão é que não sou, só penso que sou.

Na verdade não penso, só amo.
Amo tudo o que pode parecer estranho de amar.
Mas amo, e não tenho vergonha alguma do amor que sinto.
Sinto, não sou, não penso.
Apenas sinto.
Sinto quanto ser insensível que sou, não sou!
Apenas por enquanto, eu apenas penso que sou o que sinto ser.
Mas como pode tão pequeno pedaço de carne pensar em ser o que sente?
È tão grandioso.
Grandiosa forma de amar o que não se ama, de pensar ser o que se é, mas honestamente, não é.'

Juliana Galante

terça-feira, 31 de agosto de 2010

As amoras



'As amoras.
Os ‘amores’ que eu colho todos os dias
Os meus dias são quietos
Sou gritante, ser maior que um elefante

É o limite
Não ter limite, eu sou o limite
Sou o limite do que quero ser
Do que sou

Sou amora, prazer.
(amora, com letra minúscula)
É, porque não sou tão grande assim
Sou apenas, amora.
Amora dos ‘amores’ maiores

Meu pé ta carregado, ta cheio, ta lotado
Não é tão azedo, é novo, não amarra a boca
Não sou tão louca
Sou apenas.

Sou apenas, a amora não madura, mas docinha
Contradigo.
É contradizendo que eu digo o que penso
Penso, não sou.

Só penso,
Penso nas amoras, penso nos ‘amores’
Eu amo muito, amo
Por isso meu pé ta em pé

Por isso, se pendure aqui
É de galho em galho que te crio
Tô torcendo, o pé
O galho curva, lá pro chão
Tenha medo não.

Amoras são 'amores'
E amores são só pra ti
São só um
E quantos o dia clarear
E quanto o pé de amora agüentar.’



Juliana Galante