sexta-feira, 19 de março de 2010

Só enquanto...




‘Só enquanto eu respirar, meu amor...

Só enquanto eu respirar o amor que você me traz
Só enquanto você ficar dentro de mim, perto, longe, em mim
Vem cá, meu ar
Faz bombear amor em meu peito, faz girar
Se és vento, eu sou cata-vento

Só enquanto eu respirar o seu amor
Faz brotar a flor, faz vingar o fruto, faz curar a dor
Vem cá, vem bem de mancinho, pra não assustar
Mas vem e vem depressa
Minha garganta dá um nó
Vem correndo, que sou flor de um vaso só

Só enquanto eu respirar...
...só enquanto eu me lembrar de uma canção, só enquanto houver amor no coração, só enquanto eu florir, só enquanto o sol nascer num novo dia, só enquanto me trouxer mais alegria, só enquanto há poesia no papel, só enquanto o relógio não parar, só enquanto nossa tinta não secar, só enquanto as palavras se encaixarem, só enquanto encontro meus olhos nos teus, só enquanto molhar os lábios meus, só enquanto não cansar, só enquanto a estrela colorir, só enquanto por enquanto não dormir, só enquanto me quiseres do teu lado, só enquanto houver ar em meus pulmões eu grito para o mundo, ao te ver sorrir: SÓ ENQUANTO EU RESPIRAR...SÓ ENQUANTO EU TE AMAR, MEU AMOR.

Sou eu que respiro o ar, ou o ar que me respira?
Você me inspira pra eu te respirar em versos que não se acabam...
... só enquanto eu respirar...
...só enquanto eu...
... só enquanto...
...só enqu...
...só e...
...s ...
... ‘


Juliana Galante

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Não explique


'As pessoas me perguntam de nós dois, e não sei explicar.
E quando elas não perguntam, eu quero contar.
Contar que não da pra explicar.
O amor é inexplicável!
Sobretudo quando se trata de você.

Cada dia é mais curto, mas cada momento é mais eterno.
São 7 horas da manhã, fique até amanha, eu não vou achar ruim.
Ruim é algo que não existe mais. Nada é ruim.
Tropeçar, quebrar o pé, dor, medo... falta de sorte.
Gastei toda a minha sorte quando encontrei você’
Gasto toda minha alegria com você, e ainda sobra um sorriso ao acordar.
Gasto todo meu carinho com você, mas você me reabastece e fica tudo bem.
Bem, estou bem, muito bem, meu bem!
Me explique o que você fez?Quem você é?De onde veio?
Não. Não explique nada, não importa.
Seja meu anjo, seja o que quiser, me leve pra onde quiser, faça o que quiser.
Hoje, só quero que o amanha não chegue mais.
Hoje só quero que não me explique nada
O amor é inexplicável.’

Juliana Galante

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A gaveta de baixo


Um dia agente resolve abrir a gaveta de baixo.

Mas ela já esta aberta, apenas esperando por nós. Então simplesmente sentamos nas almofadas do chão, que tantos tombos nos doeu, e descansamos as dores de subir no alto do armário.
A gaveta de baixo é colorida e cheia de surpresas, não precisa de esforços para encontrar a recompensa. Na gaveta de baixo não há cebolas.
Abrimos ela sem dificuldades, e então encontramos nossa recompensa... uma gaveta vazia.
Por um momento ficamos tristes e confusos, pois de que serve uma gaveta vazia?
Olhamos ao redor, e notamos que a casa está bagunçada.
De um lado, livros de cabeceira, musicas preferias, e sonhos em conjunto, espalhados pelo chão. Do outro, fotos amassadas, papeis cheios de lagrimas, facas e lençóis.
A gaveta de cima deixara a vida bagunçada.
A gaveta de baixo é grande e confortável, guardar as coisas lá parece bom, mas melhor seria se guardar junto com todas as coisas que um dia foram boas.
Com o tempo descobrimos que é para isso que serve uma gaveta.
Para organizar a bagunça, pegar os sonhos em conjunto, os livros de cabeceira, as musicas preferidas e dividi-las em partes maiores conosco e com a confortável, gaveta de baixo.

Um dia agente resolve se guardar por inteiro dentro da gaveta, e percebe que isso pode ser muito bom.


Juliana galante

A gaveta de cima



Um dia, agente cansa de procurar o que esta guardado na gaveta de cima.

Depois de subir na cadeira, cair e machucar o dedinho do pé, agente percebe que pode usar uma escada.
Depois de usar a escada, cair e quebrar o pé, descobrimos que a gaveta já nos fez sofrer demais. Mas uma gaveta mais alta, nos chama a atenção.
E de repente lá estamos, pendurados no armário abrindo a gaveta, e finalmente encontramos a nossa recompensa. Uma cebola.
Ficamos felizes por encontrar a cebola, e de tão felizes caímos no chão.
Agora é a hora de descascar a cebola, descobrir o que há por dentro.
Pegamos a faca mais afiada, para não estragar os filamentos da cebola que tanto estimamos.
Depois do primeiro corte, olhos ardendo.
Mais um corte e, dedo cortado, olhos molhados. Lagrimas, lagrimas, lágrimas.
No fim, percebemos que de nada adiantou o dedinho machucado, ou o pé quebrado, os olhos molhados...na verdade já sabíamos que a cebola por dentro é igual, nada de surpresas, nada de pedacinhos adocicados, apenas o gosto ardido de cebola.
Depois de tanto procurar algo doce, em todos os pedacinhos, notamos que a cebola se desfez, sumiu, e ficaram só, os olhos molhados.

Um dia, agente cansa de procurar o que esta guardado na gaveta de cima, e resolve abrir a de baixo.

Juliana Galante

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Preciso de um anjinho




‘Me tire desse mundo Deus
Me leve com você.
Não quero mais viver aqui.
Não quero mais.

Aqui a pessoa que eu mais quero bem,
me despreza
e me trata com indiferença.
Aqui me esquecem quando eu mais preciso.

Aqui não aceitam quem sou,
nem o que quero.
Não me entendem, não me apóiam,
nem respeitam.

Nesse mundo, meu Deus,
as pessoas são desumanas,
não sabem o que é compaixão, não tem piedade,
Aqui as pessoas não amam.

Aqui a pessoa que mais amo me ignora,
some,
me faz sentir uma dor no corpo todo,
e minha alma foge de mim
pra não sofrer mais
tão frágil.

Sou tão frágil.
não tenho mais forças, me roubaram
roubaram tudo de mim.
Eu tento, tento, tento
mas não consigo mais.

Acho que tenho depressão,
tenho compaixão demais,
tenho piedade demais!
Preciso de carinho, de carinho,
de carinho
Preciso de um colinho, de um cantinho,
de um anjinho

Preciso cuidar de mim
Preciso que cuidem de mim, pra mim
Preciso de quem preciso

Já me doei demais, pra quem chamo de amor
E esse amor, me dói, me esquece
Já te dei tudo que sou
Preciso receber, receber, receber
Não posso mais sofrer

Deus me dê um anjinho,
preciso de carinho’

Juliana Galante

sábado, 2 de janeiro de 2010

Eu te nuvem!



'Oi, tudo bem?
Oi, tudo bem!
Eu te amo,
E eu também!

Eu te amo mãe, pai, avo
Eu te amo monitor, TV, som
Eu amo a campainha
Fazendo ‘dlim-dom’

Eu amo isso, eu amo aquilo,
Amo fulano, sicrano, beltrano
E tudo que acaba com ‘ano’
Eu te amo, mas só esse ano!

Que banal!Que banal!
Mas afinal, o que é esse amor?
Amor de um dia?amor de um ano?
Não, eu não te amo!

Se amar é isso...
Eu te digo agora,
Que mudei meus planos,
Pois saiba que
Eu não te amo!

Eu te azul!
Eu te sol, eu te simples, eu te maça do amor
Eu te mundo, eu te mãos
Eu te beija-flor!
Eu te infinito, eu te umbigo, eu te abraço
Eu te março, abril, maio e junho
Eu te nuvem!

Sim,Eu te nuvem!
Porque nuvem é branca
E branco me lembra você!
Eu te nuvem, porque nuvem faz chover!
Eu te nuvem, sem saber bem o porque!

Mas eu te nuvem,
Com toda nuvem que há no céu
Com todo céu que há no mundo
Com todo mundo, que é banal!

Eu te nuvem
Pois nunca senti nuvem igual!
E que os anjos não digam amém!
Porque é banal também!’

Juliana Galante

Eu, você, e nosso jardim



'Agora eu tenho você
Pra me ajudar a cuidar das flores!
Pra cuidar do meu jardim,
Pra ser agua e terra
em mim, e enfim
plantar, cuidar de mim

Olha, essas flores eu plantei
Pra cultivar com você
Ainda são pequenas, eu sei
Mas eu não tenho pressa, elas vão crescer
Só estava esperando você

Para colher, e plantar mais
Flores no jardim nunca são demais
Espera chover, que tudo vai vingar
Vai vingar o calor que faz brilhar a flor
Vai vingar amor
Amor sem dor, amor de flor

Sei que tudo tem seu tempo
Há dias, que os dias são lentos
Mas vou esconder seu relógio
Os aparelhos todos, vou quebrar
Mas não se zangue,
Eu só quero te cultivar

Cuidar do meu, do seu jardim
Olhar pro céu pra ver o tenpo,
Cantarolar ao som do vento
Olhar pras flores, e enfim
Poder chamar de ‘nosso jardim’. ’


Juliana Galante